Câmara aprova reajuste do IPTU em Guarulhos após projeto voltar à pauta; imposto está congelado desde 2017

A Câmara Municipal aprovou o reajuste do IPTU em Guarulhos em 19 de outubro de 2026. O projeto segue para sanção do prefeito Lucas Sanches (PL).

O imposto municipal estava congelado desde 2017. A proposta foi enviada à Câmara pela Prefeitura de Guarulhos.

Vereadores da base governista e da oposição participaram da discussão. Em 16 de outubro, o projeto havia sido devolvido à prefeitura para novos estudos antes de voltar à pauta.

IPTU em Guarulhos

A tramitação foi marcada por questionamentos da oposição sobre a análise do texto. A Prefeitura afirmou que a proposta não representa aumento real, mas correção da inflação, determinada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado.

Votação aprova novas fórmulas para o IPTU e reajuste da UFG

O projeto do IPTU em Guarulhos recebeu 24 votos favoráveis, 8 contrários e uma abstenção na Câmara Municipal. Com a aprovação, o texto foi encaminhado ao prefeito Lucas Sanches (PL) para sanção.

A proposta prevê três fórmulas de cálculo, com reajustes de 10%, 12,5% e 15%. Caso o prefeito sancione a medida, os novos valores poderão ser cobrados no próximo ano.

Antes da votação do imposto, os vereadores aprovaram a mudança no valor da Unidade Fiscal de Guarulhos (UFG), usada como base para calcular o tributo. A unidade passou de R$ 3,10 para R$ 4,80.

Técnicos da prefeitura informaram a vereadores da base governista que a alta média do IPTU seria de 5,88%. O líder do governo na Câmara, Wellington Bezerra (PRTB), defendeu a proposta e disse que o congelamento do imposto prejudicou investimentos na cidade.

Projeto volta à pauta após devolução e gera questionamentos na Câmara

Em 16 de outubro, a Câmara desconvocou uma sessão extraordinária que havia sido convocada e cancelada no mesmo dia. Na ocasião, o projeto foi devolvido à prefeitura para a realização de novos estudos.

A oposição questionou a rapidez da tramitação e tentou apresentar emendas ao texto, mas elas foram rejeitadas. Parlamentares também levantaram dúvidas sobre uma fiscalização realizada na mineradora Pau Pedra, em Guarulhos.

Em 16 de outubro, veículos da Guarda Civil de Guarulhos foram vistos com as luzes ligadas na empresa. Um dos sócios da mineradora é Fausto Miguel Martelo (Republicanos), vereador e presidente da Câmara.

Integrantes da oposição sugeriram que a fiscalização poderia ser uma retaliação à decisão de não votar o projeto em regime de urgência, como queria o prefeito Lucas Sanches. Fausto Martelo não concedeu entrevista, mas pediu durante a sessão que as discussões fossem abreviadas para acelerar a votação.